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Fechada, fronteira entre Brasil e Venezuela gera prejuízos ao comércio

fronteiraO decreto do presidente venezuelano Nicolás Maduro que determinou o fechamento da fronteira com o Brasil na terça-feira (13) causou impacto no comércio de Pacaraima, cidade no Norte de Roraima. A fronteira ficará bloqueada até a 0h de quinta (15).

No mesmo dia em que o decreto passou a valer, diversas lojas da cidade ficaram fechadas. No posto de fiscalização na fronteira, a guarda venezuelana não permite a passagem de ninguém, exceto doentes.

Comerciantes do município dizem que os venezuelanos correspondem a 99% da clientela das empresas da cidade que fica a 250 KM da capital Boa Vista.

Horário Cardoso da Silva,  comerciante de Pacaraima, disse que foi surpreendido com a interrupção do acesso entre os dois países.

Ele tem uma grande quantidade de notas de 100 bolívares que recebeu dos venezuelanos e agora, sem conseguir cruzar a fronteira, corre o risco de ter um prejuízo de R$ 400 mil.

Ao anunciar, no último domingo (11), o fechamento do acesso com Brasil e Colômbia, Maduro disse que a medida era para combater o contrabando de dinheiro e para tirar de circulação no país as notas de 100 bolívares.

“Não temos a quem recorrer. A gente ficou com prejuízo”, disse o comerciante que pensa em demitir os oito funcionários que têm e fechar a empresa de vez.

Desde o agravamento da crise do país governado por Maduro, a cidade de Pacaraima vivia uma intensa corrida de venezuelanos em busca de comida. No entanto, com o recente o bloqueio entre os dois países, a cidade viu o seu comércio se esvaziar.

Fronteiras fechadas
A Venezuela também mandou fechar a fronteira com a Colômbia, com o mesmo objetivo de enfrentar o descaminho de dinheiro.

O presidente Nicolás Maduro mandou, no último domingo, recolher todas as notas de 100 bolívares para enfrentar esses supostos grupos colombianos que armazenam o papel-moeda para desestabilizar a economia do país.

A medida para eliminar a nota surge no momento em que o Banco Central da Venezuela anuncia seis novas notas, de 20.000, 10.000, 5.000, 2.000, 1.000 e 500 bolívares, e mais três moedas, de 100, 50 e 10 bolívares, para se adaptar à inflação que afeta o país.

“Decidi tirar de circulação as cédulas de 100 bolívares (um dólar equivale na Venezuela a 670 bolívares) nas próximas 72 horas e dar um prazo prudente para que os que possuam cédulas de 100 bolívares o declarem perante os bancos públicos e perante o Banco Central (BCV)”, disse Maduro.

Fonte: G1

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