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PF investiga desvio de R$ 20 milhões no Cantá, em RR; prefeita é afastada

casa_-_prefeitaA Polícia Federal iniciou na manhã desta quinta-feira (15) a operação Libertatem II, que apura o desvio de R$ 20 milhões no município do Cantá, Norte de Roraima. A prefeita da cidade, Roseny Cruz (DEM), apontada como líder do esquema, foi afastada do cargo e conduzida coercitivamente à sede da PF em Boa Vista.

A PF informou que 51 mandados de busca e apreensão, 50 mandados de condução coercitiva e nove de afastamento de servidores públicos são cumpridos na ação. Os mandados são executados no Cantá e em Boa Vista. Esta é a segunda fase da operação.

Segundo a polícia, os R$ 20 milhões desviados são oriundos de licitações fraudulentas firmadas na Saúde e Educação do município.

“A investigação da Polícia Federal apontou fortes indícios de crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva, dispensa irregular de licitação e crimes de responsabilidade de prefeito com envolvimento direto da prefeita [Roseny Cruz], empresários e de servidores do alto escalão da prefeitura”, informou a polícia.

‘Prefeita chefiava esquema’, diz PF
O esquema fraudulento, segundo a PF, era chefiado pela prefeita e executado por secretários de Finanças, Saúde, Educação e chefe da CPL.

“A investigação concluiu ainda que, no caso de empresas de fachada, a prefeita ficava com 90% do valor desviado, ficando o restante distribuído entre demais servidores, os empresários e os ‘donos’ das empresas de fachada. No caso de empresas com diversos objetivos sociais, parte do ‘dono’ da empresa participante aumentava, pois colocava sua empresa no esquema criminoso”.

Os investigados conduzidos coercitivamente estão sendo interrogados e indiciados na Polícia Federal.

O material apreendido nos domicílios dos investigados será analisado e confrontado com as provas do inquérito policial. Foram apreendidos veículos de alto valor, bens e dinheiro incompatíveis com as rendas lícitas dos investigados.

‘Libertatem’
O nome Libertatem remete ao termo liberdade em latim, em relação à cessação da submissão da população do município de Cantá/RR à organização criminosa investigada.

Segundo a PF, ‘há constantes prejuízos à saúde e educação naquele município, decorrente dos desvios de recursos públicos.

A primeira fase da Operação Libertatem foi deflagrada em 2015, em atuação da Polícia Federal em inquérito policial e fiscalização da CGU.

No mesmo ano, um secretário da cidade foi preso pela Polícia Federal por movimentação de contas públicas com aval da prefeita do município e afastado de cargo público um dos investigados pelos desvios de recursos públicos.

A ex-secretária de Saúde do Cantá, Hadacia Alves, era uma das investigadas na Libertatem deflagrada em 2015. Ela foi encontrada morta em abril deste ano. Na época do crime, a delegada responsável pelo caso suspeitava de queima de arquivo.

Fonte: G1

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